quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A FIGURA URBANA DO MÊS

Desta vez a figura urbana do mês,escolhida por unanimidade,foi o
exótico,colorído e cheio de alisante no cabelo,Homoputão

Saca aquele cara que não dispensa ninguem? Esse é o nosso Homoputão.Prá ele qualquer baranga tá de bom tamanho.No instinto predador dessa criatura esconde-se uma vulcãnica fonte motivadora;e ao raiar do sol já acorda pensando:Será que a faxineira banguela ainda está a fim? Se estiver,não vou liberar.Na manhã seguinte quando acorda,começa tudo de novo:Será que a cadela do vizinho ainda está no cio? Se estiver,não vou liberar.
Encontrar um Homoputão nas ruas de Salvador não é dificio,levando-se em conta que a capital é uma das maiores exportadoras da especie;além disso,a fauna mais numerosa da cidade circula lá pelas bandas do Pelourinho de domingo a domingo,tagarelando um inglês indecifrável nos ouvidos das gringas:"uótes iúre neimes,minha linda"? Ainda assim,o ápice desse ritual do acasálamento fecha a conta quando ele tenta impressiona-las executando a dancinha da garrafa...hummm,very good.Por outro lado,segundo sua filosofia gastrônomica,caiu na rede é peixe,ou seja,tanto fáz uma menina-de-rua viciada em craque quanto uma bicha velha vestida de Carmen Miranda.
A essas alturas não preciso mais dizer que o nosso Homoputão encaixa-se no perfil metro-sexual + pagodeiro + ejaculador precoce;e não passa dum paquerador barato,um engodo tipicamente tropical.Cabe a quem defrontar-se com qualquer representante dessa tribo,virar-se de costas prá parede ou chamar a policia,afinal,o Homoputão não libera ninguem.

A proxima figura urbana do mês será a tão desejada,copiáda,
citada e ostensivamente assediáda Mulher-loira,essa fêmea
que de tudo tem um pouco,um pouco de saia,um pouco de blusa,
um pouco de cerebro.Aguardem.




quinta-feira, 11 de outubro de 2007



MAIS DO MESMO

Nunca vi mula-sem cabeça e menos ainda cpi que não acabe em pizza. A coisa tornou-se tão corriqueira quanto previsivel: Alguem é flagrado numa escuta telefônica negociando propina ou noutra atividade ilícita qualquer, geralmente envolvendo os cofres públicos; daí começa uma novela cujo final todos já conhecem. A bola da vez agora é o caso Renan, que se arrasta por meses a fio, numa tentativa manjaderrima de torna-la tâo cansativa ao ponto de cair no esquecimento. O Millor é quem está certo: o excesso de tolerancia é a porta da intolerancia. Por mim pegavamos toda essa cambada e, depois de despi-la e besuntá-la com mel, obrigava a sentar num formigueiro de formigas taco-taco.


terça-feira, 9 de outubro de 2007

NADA É PERFEITO

Sou basicamente uma criatura de hábitos noturnos que se alimenta de carne, café e nicotina; tenho mais defeitos que qualidades e beijo sem estilo. Quando adolescente sonhava tornar-me astro do Rock, mas a única coisa que ganhei como musico foi o premio de pior baterista de todos os tempos da última semana. No entanto, numca tive problemas para arrumar namoradas e faze-las suspirarem de paixão; por isso foge-me à compreenção o porque de certos homens bem-suscedidos, do alto dos seus cargos executívos em multinacionais e instituíções publicas precisarem coagir funcionárias para obterem favores sexuais, mesmo sabendo que elas, ao menor esboço de um convite para jantar, topariam fácil, fácil. Tudo indica, portanto, tratar-se duma tara. O cara tem tudo que sempre sonhou: Carrões importados, prestigio, e cartões de crédito de todos os tipos e tamanhos, mas só consegue gozar assim. Nada nesse mundo é perfeito.
Quanto a mim, não tenho frescura na hora do sexo, do jeito que vier eu traço. Se bem que, verdade seja dita, arrasto uma asa por mulheres peludas. Aliás, perdoem-me as carecas, mas esse negocio de "perestroika" raspadinha pra mim é coisa de pedófilo, o Peter Pan que faça bom proveito.
.




segunda-feira, 8 de outubro de 2007

ORGULHO TUPINIQUIM
Na Bahia, assim como nas outras regiões do país, a galera tem mãnia de falar mau do Brasil, mas quando fica diante dum forasteiro é rapidamente possuída pelo espirito ufanista, chegando até a cantárolar o hino nacional, movída, acredito eu, mais pela vergonha da realidade tupiniquim que de um verdadeiro orgulho nacionalista. Comigo é diferente; adoro socar lenha na fogueira, principalmente na presença de forasteiros. Uma vez quase mato de rir um amigo italiano com meus comentários maliciósos: - Tá vendo aquela mulher alí, vestida de roupa afro ?
Isso é só pra impressionar os turistas, mas quando chega em casa veste um modelíto igual ao das brancas que ela vê nas novelas, e acha chique comer pizza italiana.
- Ah, é ? perguntava o gringo.
- É sim ! E digo mais: Os maiores ídolos negros da Bahia ainda são Bob Marley e James Brown.
- James Brown ? Não diga isso.
- Digo sim. A Bahia é mais Americanizada que africanizada. Além disso, era governada por mães de santo que liam os búzios para os prefeitos e governadores, dizendo faça isso, não faça aquilo.
Qualquer absurdo que você possa imaginar, na Bahia tem precedente.
Depois desse dia o gringo nunca mais conseguiu ver uma mulher vestida de Baiana sem afrouxar o riso.



sexta-feira, 5 de outubro de 2007

PROBLEMÁTICA DE DIFICIL SOLUCIONÁTICA

Em Salvador o que tem de pobreza tem de lixo. Quando anoitece, uma multidão de mendigos sai em procissão fuçando as lixeiras em busca de alimento numa autentica "lixúria" ( luxúria de mendigos) . Penso que o prefeito nada faz por essa gente por acreditar que são importantes para o equilibrio ecológico urbano e se desaparecerem das ruas haverá um almento catástrofico na quantidade do lixo em proporções bíblicas. Pelo sim, pelo não, o fato é que a questão do lixo de Salvador parece uma problemática de dificio solucionática, como diria o nosso querido Dadá maravilha.

MOSCA É O FIM

Por falar em Salvador, o que mais tem por aqui é mosca, cada uma mais nojenta que a outra, gordas, felizes e metidas que só elas, zumbindo por todos os lados a perder de vista. Noutro dia uma mulher perguntou-me onde fica o Terreiro de Jesus; respondi involuntáriamente: Bzzzzzzz